30.8.06

“APOCALÍPTICOS E INTEGRADOS”

Nora Ney, já conhecida e famosa nacionalmente, tentaria, nesse ano de 1955, uma cartada certeira para entrar definitivamente na história do rádio e da música popular brasileiros: eleger-se Rainha do Rádio, juntando-se à nata das cantoras nacionais, Linda Batista, Dircinha Batista, Dalva de Oliveira, Marlene, Emilinha Borba e Ângela Maria. Não era pouca coisa; ganhar o concurso era a consagração definitiva para qualquer artista e a oportunidade de pertencer à elite das intérpretes do rádio. Sua pretensão não era nada absurda: Em 1953, com apenas dois anos de carreira, fora consagrada como a Rainha do Disco do ano e, em 1954, ficara com a terceira colocação entre as cantoras que mais receberam cartas dos fãs – 7.827 –, ficando apenas atrás da campeoníssima Emilinha Borba, com impressionantes para a época 24.046 cartas, e Marlene (20.465 cartas). Além disso, não havia concorrentes à sua altura, porquanto todas as cantoras mais famosas já haviam sido eleitas, restando apenas Dóris Monteiro, que seria candidata apenas no ano seguinte.



Aqui, um parêntese: Ao longo dos anos, após a decadência do rádio e da queda de popularidade de suas cantoras, a imagem e o repertório de Nora Ney foram sendo mitificados por uma crítica mais elitizada, inimiga da indústria cultural, “apocalíptica”, atingindo o apogeu com a publicação do livro da socióloga e historiadora Miriam Goldfeder Por Trás das Ondas da Rádio Nacional, publicado em 1981, hoje um “hot paper”, fonte primária de consulta que origina ou subsidia vasta literatura sobre a Rádio Nacional e a Música Popular Brasileira.


A autora, já na apresentação do livro, reconhece que ele fora concebido como “fruto de uma época e de posições que eu reveria atualmente”, considerando-o “um reflexo dos anos pré-abertura”. Efetivamente, baseado em tese defendida em 1977 (anos Geisel), o livro objetiva analisar, ideologicamente, a produção radiofônica da Rádio Nacional na década de 50, “buscando seu significado político-ideológico mais amplo a partir da função ocupada por ela no conjunto das práticas sociais do período”. Para isso, ela parte de alguns pressupostos, dentre os quais se destacam, primeiro, o de que os mecanismos culturais controlavam, ideologicamente, a produção radiofônica da Rádio Nacional e, segundo,

“o controle exercido por estes mecanismos culturais esteve longe de exercer-se de forma hegemônica, abrindo brechas para a penetração de elementos ideológicos que extrapolaram (...) o estreito domínio imposto pela ideologia dominante”.

No campo musical, precisando de uma imagem-símbolo para ser o exemplo da “propagação da excelência dos padrões éticos dominantes”, Miriam resolveu eleger Emilinha Borba para tal mister; a cantora serve como uma luva, não por ser mais conservadora – todas as cantoras eram, de uma forma ou de outra, conservadoras, em uma época também violentamente conservadora –, mas por ser a mais famosa, para sintetizar, no plano individual, a propagação desses ideais conservadores, a fim de permitir o controle dos corações e das mentes da “baixa classe média e do proletariado (...) já desiludidos com as perspectivas que a sociedade parecia lhes oferecer”. Na visão de Miriam, então,

“a cantora vai constituir, na década de 50, a imagem tipificadora, a nível individual, do quadro de valores morais conservadores e reprodutores das relações sociais dominantes”,

sendo considerada pela autora o “projeto paradigma” desse esquema de dominação.

Obviamente, pode-se perceber o ranço ideológico e o horror que a cantora, com ampla penetração nas camadas mais populares da população, provoca na socióloga, horror que, ao longo de seu texto, se aproxima do desdém.

Só que Emilinha Borba – pesquisando-se os jornais e as revistas especializadas da época – nem com muita boa vontade, poderia ser um “projeto paradigma” desse esquema de dominação supostamente articulado pelas forças capitalistas dominantes, já que, como dissemos, atitudes e opiniões tidas por Miriam como conservadoras não eram privilégio dela, mas do conjunto das forças atuantes dentro da Nacional, inclusive de suas chamadas forças progressistas – Paulo Gracindo, de esquerda, por exemplo, comandava um programa de auditório, onde a estrela absoluta era exatamente Emilinha Borba; Mário Lago, membro do Partido Comunista, nesse mesmo ano de 1955 ganhou o prêmio de melhor novelista do ano pela autoria de Professora Mariana, uma novela radiofônica que, dentro dos critérios da historiadora, seria absolutamente perniciosa para as massas, novela essa que idealizava um romance com final feliz entre o galã, um médico, um elemento da elite, e uma professorinha das classes baixas com, imaginem, as duas pernas amputadas –, que obedeciam aos ditames de um regime ainda autoritário, mesmo após a redemocratização, de uma censura castradora e atuante (vide o episódio Rio Quarenta Graus) e de uma sociedade sabidamente moralista e violentamente conservadora. Quem viveu aquela época sabe do que se está falando, principalmente as mulheres, as que mais sofriam.

Miriam conceitua moralismo como

“(...) a prática dos valores morais atados aos padrões éticos vigentes e válidos para o grupo social emissor das mensagens, ligados basicamente às instituições burguesas como família, igreja, casamento etc”.

Para este tipo de entendimento, então, a novela de Mário Lago, acima citada, é o exemplo máximo de conservadorismo, enganosa para as massas, já que “o moralismo difuso e conservador”, nela se faz presente de maneira muito mais perversa do que em qualquer música ou comportamento de Emilinha Borba, pela imensa penetração das novelas da Rádio Nacional junto à população brasileira, similarmente ao que acontece hoje com as telenovelas da Rede Globo.

Em outra parte de seu trabalho, Miriam, “procura localizar as manifestações que, de uma forma ou de outra, romperam os padrões dominantes de atendimento simbólico”. Para isso, utiliza-se da imagem de Nora Ney (e de Dalva de Oliveira), que, segundo ela, representava(m) “uma transgressão em termos de imagem e repertório ao sistema de valores conservadores que permeava a maior parte das produções ligadas ao meio radiofônico”; Miriam dizia ainda que as referidas cantoras


“canalizaram num sentido não mais narcotizador ou idealizado, mas próximo de uma perspectiva crítica, um outro plano das representações sociais”, sendo, portanto, “capazes de superar os quadros mais reduntantes da produção cultural de massa”.

As contradições entre a imagem idealizada e a verdadeira de Nora Ney são flagrantes no livro, principalmente quando Miriam coloca que a cantora,

“pelas características de seu estilo, desenvolveu uma imagem sofisticada que, em primeira instância, não seria diretamente assimilável pelo consumo popular.”

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Nora chegou a dizer à autora que nunca tinha sido cantora de massas, do povão; entretanto, logo após, na mesma entrevista, diz que seus maiores fãs eram “os presos e as prostitutas”, ou seja, como se dizia antigamente, a ralé da sociedade, um público nada sofisticado, advindo, logicamente, das massas lumpenzinadas. A contradição é patente, mas Miriam tem uma explicação para tal: o repertório e o estilo de Nora Ney eram realmente para um público especial, os ricos, naturalmente, as classes média e média alta, sendo, entretanto

“capazes de atender às expectativas de camadas que, por sua condição existencial se destacavam do conjunto de indivíduo de seu setor social”.

Ou seja, um indivíduo preso por estupro ou assassinato, por exemplo, e uma grãfina de Ipanema tinham o mesmo gosto musical, identificando-se, imediatamente, com a imagem e o repertório da cantora.

A partir daí, Miriam constrói sua imagem de Nora Ney para seus propósitos: ela seria “uma Emilinha às avessas”, que quebrava


os padrões éticos referendados pela moral dominante (...) e derrubava os mitos sobre os quais (Emilinha) se assentava: a felicidade conjugal, a preservação da moral, a indissolubilidade do casamento, opondo a eles valores como liberação e luta pelos direitos fundamentais da mulher.”

Nora também projetaria “um lado não idealizado, desmistificado e crítico a um universo de valores padronizados e conservadores”. E, finalmente, Miriam afirma que Nora “relutava em participar dos mecanismos de divulgação e promoção ligados ao meio radiofônico”, opondo-se “aos mecanismos que tencionavam transformá-la em ídolo popular”.

Será tudo isto verdade? Analisemos alguns fatos:


Como já visto ao longo deste texto, Nora alcança relativo êxito já com seu primeiro disco – Menino Grande –, de Antônio Maria, gravado em 1952, atingindo, espetacularmente, os primeiros lugares das paradas de sucessos, ainda nesse mesmo ano, com a música Ninguém me Ama, desse mesmo compositor, em parceria com Fernando Lobo.


Antônio Maria era um cara poderoso e isso ajuda a compreender o sucesso precoce de Nora Ney. Ruy Castro, em seu livro sobre a Bossa Nova – Chega de Saudade –, diz textualmente:


“Como também dominava os jornais, Antônio Maria podia ditar o gosto da época à vontade. Naturalmente, à vontade do seu gosto. E este era por aquele ritmo que surgia quando o samba e a canção foram apanhados na cama: o samba-canção – embora houvesse suspeitas de que o pai da criança fosse o bolero num momento em que o samba estava distraído”.


Pouco antes de seu estouro com Ninguém me Ama, acontece, como já visto, sua tentativa de suicídio, fato que deixou a mídia em polvorosa, porquanto Nora era, sem dúvida, parte integrante da indústria cultural, segundo ela, instada pelo marido que a acusava de adultério com Jorge Goulart, cantor que também então atingia altos níveis de popularidade. Com efeito, pouco tempo depois, a dupla oficializou o romance que perdurou até a morte da cantora em outubro de 2003, ou seja, uma ligação de 50 anos que, certamente, coloca em cheque a afirmação de Miriam, segundo a qual Nora Ney “derrubava o mito da felicidade conjugal”.

Já no seu primeiro número, a revista Radiolândia, lançada por Roberto Marinho para concorrer com a Revista do Rádio, Nora Ney é contemplada com uma coluna onde narrava o seu dia a dia, dava conselhos, fazia considerações morais e avisava aos fãs o seu itinerário musical, suas excursões. Enfim, agia exatamente como Emilinha, que, paralelamente, tinha uma coluna – o “Diário de Emilinha” – na Revista do Rádio. As reportagens sobre o seu cotidiano familiar e respeitável nas duas revistas acima citadas eram constantes. Na Radiolândia de número cinco, por exemplo, ela diz que

“alguém perguntou por que eu não uso roupa decotada e biquini. Só posso responder que essas coisas são para quem gosta. Eu não gosto.”


Em seu livro, Miriam critica acidamente Emilinha por ela não usar maiô, vendo nisso uma prova de seu conservadorismo.

No mesmo quinto número da citada revista, Nora pede à diretoria da CANORA (Clube dos Amigos de Nora) que a procurasse, “porque nós precisamos lançar uma candidatura para o concursoA Maior das Fans’”.

Por que será que Nora Ney queria uma candidata para participar de tal concurso, uma vez que “ela relutava em participar dos mecanismos de promoção e divulgação dos produtos ligados à produção radiofônica”?

Também, na Radiolândia de junho de 1954, falando sobre seu aniversário, Nora disse que

“um grupo de fans ofereceu-me um colar de pérolas cultivadas de muito valor, um anel-relógio todo de ouro – nunca mais pretendo tirá-lo do dedo, um disco de ouro com a inscrição: para Nora Ney a ‘Rainha do Disco' de 1953 (...), sabonetes e perfumes que dariam para abrir uma perfumaria, rádio de cabeceira, telefone da cor do rádio (...)”.


Outra crítica azeda de Miriam a Emilinha se devia à sua imagem “consumista”, traduzida nas ocasiões festivas, época em que os fãs da cantora a presenteavam, na maioria das vezes, simbolicamente. Miriam, piedosamente, chega a lamentar o sacrifício que os fãs faziam, já que, eram “na sua grande maioria mulheres que ocupavam funções de empregadas domésticas, balconistas, com salário reduzido”. Então fica a pergunta: quem, afinal de contas, presenteava Nora Ney com "sabonetes e perfumes que dariam para abrir uma perfumaria"?


De outra vez, Na Radiolândia de número 81, justificando por que votaria nas eleições presidenciais de 1955 em Adhemar de Barros, líder populista da direita paulista, e em Milton Campos, da UDN golpista:

“Tenho convicção que farão um bom governo para o Brasil (...) conhecedores profundos dos problemas que atingem nosso povo, dinâmicos e eficiente (...)”

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Miriam Goldfeder, apesar disso, vê Nora Ney “comprometida com movimentos ligados à propagação da cultura popular, conscientizadora (...)”. Qual seria, afinal, a Nora Ney verdadeira, a que vota na direita ou a comprometida com a esquerda?


Chegamos então ao episódio aludido no início do texto – a eleição para Rainha do Rádio de 1955, que sintetiza todos os fatos e eventos acima citados e que desmente que Nora Ney “Relutava em participar dos mecanismos de divulgação e promoção ligados ao meio radiofônico” e, além do mais, confirma a integração da cantora ao sistema de valores predominantes na década de 50.


Embora favorita, com o passar dos dias e com o avanço das apurações, Nora foi perdendo terreno para uma cantora menos famosa da Rádio Nacional – Vera Lúcia –, protegida de animador de auditórios, Manoel Barcelos (segundo se disse, o principal responsável por sua eleição), cujo repertório perpassava vários ritmos, samba (Não Vou Chorar, de Humberto Teixeira e Felícia Godoy), marcha (Rita Sapeca, de Klécius Caldas e Armando Cavalcanti), baião (Baião de Alagoas, de Humberto Teixeira), samba-canção (Eu Sei Que Você Não Presta, de Mário Lago e Chocolate), xote (Suspiro Vai, de Graça Batista e Álvaro Carrilho), mas que se fixou nos sambas-canções, lançando diversos pequenos sucessos, inclusive de um jovem compositor então iniciante, Antônio Carlos Jobim, como Por Causa de Você (em parceria com Dolores Duran) e outras.


Galileu Arruda interpretando Por Causa de Você.


Quando Vera Lúcia, para espanto de todos, foi anunciada a vencedora, com 565.636 votos, a reação de Nora Ney foi violenta; em uma irada entrevista à Radiolândia (17.02.1955), Acusa Armando Louzada (que tinha ajudado a eleger Ângela Maria no ano anterior, com cerca de um milhão e meio de votos) de tê-la traído, ao prometer-lhe a quantia de CR$ 420.000, 00 que viria da Companhia Antarctica Paulista. Além do mais, Paulinho de Carvalho, o todo poderoso da TV Record, lhe presenteara com dois programas em sua emissora para serem vendidos a patrocinadores e que reverteriam em votos para o concurso. Armando Louzada teria ficado incumbido de realizar a venda desses programas aos patrocinadores, que poderia render mais CR$ 600.000,00, o que não deveria ser difícil em virtude da popularidade por que passava a cantora. É Nora quem diz:

"Faltando exatamente uma hora para encerrar a entrega dos votos, é que ele comunicou-me que ele não havia vendido os programas (...) fiquei desesperada (...) eu fora traída, e traída por uma pessoa em quem confiava plenamente, nas mãos de quem coloquei uma coisa tão séria, como seja, o título de ‘Rainha do Rádio’”.


Que “corrosão” ao sistema, assim demonstrado pôde Nora Ney representar? O fato é que, o que se retira desse episódio, e acompanhando a carreira da cantora desde sua estréia, sua inserção na mídia, ora apresentada como mãe extremosa, ora como “mulher fatal” (basicamente pelo seu repertório "down"), é que Nora Ney era uma cantora como todas as outras, com família (“salve o Dia das Mães, dia do mês mais lindo do ano, o mês das noivas, da flor de laranjeira, da pureza, o mês de maio (...)”, escreveu Nora Ney na Radiolândia de n.º 52, de abril de 1955), religiosa, usando roupas recatadas, com posições políticas vacilantes, participante dos mesmos concursos – Rainha do Rádio, Rainha dos Músicos (perdendo para Elisete Cardoso) – enfim, uma cantora completamente assimilada e integrada.

De qualquer forma, Nora Ney, com sua forte personalidade, não era mulher de chorar pelo leite derramado; logo esquece o concurso e investe pesadamente em sua carreira discográfica, lançando, nesse ano, só em 78 rpm, pela Continental e pela Todamérica, dezesseis músicas, a maioria composta de sambas-canções, além de gravar seu primeiro Long Playing – Canta Nora Ney –, com oito músicas, quatro de Antônio Maria (Menino Grande, Onde Anda Você, Quando a Noite me Entende, em parceria com Vinícius de Moraes, Se eu Morresse Amanhã, além de uma das primeiras músicas gravadas de Antônio Carlos Jobim, O Que Vai Ser de Mim. Completam o LP Não Sou Mais Criança, de Luiz Bonfá, Quanto Tempo Faz, de Fernando Lobo e Paulo Soledade e O Que Foi Que eu Fiz, de Luiz Peixoto e Augusto Vasseur.

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Simone interpretando Se eu Morresse Amanhã.



Nesse ano de 1955, Nora Ney entraria, definitivamente, para a história do disco no Brasil; dentre as músicas gravadas em 78 rpm, a cantora incluiu uma música em inglês, na verdade, o primeiro rock and roll gravado no país.

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A história corrente é que, antes de lançar aqui o filme Sementes da Violência (Blackboard Jungle no original, dirigido por Richard Brooks e interpretado por Glenn Ford, Anne Francis, Louis Calhern, Vic Morrow e por um estreante Sidney Poitier), um, na época, violento filme sobre delinqüência juvenil em um colégio norte-americano, a MGM mandara para a Rádio Nacional uma fita contendo a trilha sonora do filme para fins promocionais. Uma das músicas era, nada mais, nada menos do que Rock Around the Clock, interpretada por Bill Haley (que não aparece no filme), uma das primeiras músicas a conformatar o estilo que estava enlouquecendo a juventude por todo o mundo. O então diretor da Rádio Nacional, Victor Costa, após escutar a música, sugeriu que Nora a gravasse, porquanto ela era uma das poucas cantoras que cantava em inglês. Parece que não lhe soou estranho que uma cantora balzaquiana gravasse um ritmo identificado para sempre com a juventude e nem que a voz de Nora não era bem apropriada para tal.


Bill Halley interpretando Rock Around the Clock.



Um problema surgiu à última hora: a letra original, em inglês, não estava disponível e a maneira encontrada foi improvisar; foi preciso tirar a letra “de ouvido”, ou seja, o pessoal teve que copiar a sonoridade das palavras, algumas, por causa da novidade da letra, bastante difíceis de distinguir. De qualquer forma, a gravação foi feita em novembro de 1955, nos estúdios da Continental, Nora sendo acompanhada pelo Sexteto Continental, recebendo a música o título de Ronda das Horas – a palavra rock n’roll ainda não fazia parte do repertório nacional.


A música já ocupava o primeiro lugar na parada de sucessos da Revista do Rádio (n.º 324) ainda no mês de novembro de 1955, colocando, mais uma vez, Nora Ney na boca do povo. Tudo levava a crer que seu sucesso desse ano se repetiria, até com mais intensidade, em 1956.



Bill Halley interpretando Rock Around the Clock.



Bill Halley interpretrando Rock Around the Clock.



Krazy Dogs interpretando Rock Around The Clock.



Coronlaine interpretando Rock Around the Clock.

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