23.8.06

"ADEUS": CINCO LETRAS QUE CHORAM

A viagem do Buick prosseguia normalmente pela rodovia Presidente Dutra; já era quase noitinha naquele sábado, 27 de setembro de 1952, quando, em Una, uma cidadezinha entre Taubaté e Pindamonhangaba, repentinamente, aparece na frente do carro, um sedam negro, que corta sua visão, fazendo com que ele se chocasse violentamente contra um caminhão que vinha do sul. O choque arrebenta o Buick, jogando-o, todo despedaçado e em chamas, a vários metros do local do acidente. Dos dois ocupantes, um é jogado para fora do automóvel, perde os sentidos, recuperando-os horas depois para identificar o outro ocupante que fora esmagado dentro do carro, perdendo suas mãos, pés e também a cabeça, além de estar totalmente queimado.
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O nome da pessoa presa às ferragens era Francisco Alves, o Rei da Voz, e, quando, algum tempo depois, a notícia se espalha, e a Rádio Nacional interrompe sua programação normal para entrar o Repórter Esso, em edição extraordinária, para informar a todo o Brasil que o famoso cantor havia morrido em um trágico acidente de automóvel, a comoção toma conta do Brasil.
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Contratado exclusivo da Rádio Nacional, Chico Viola, cuja popularidade, aos 54 anos de idade, se mantinha intacta, também se apresentava duas vezes por semanas na Nacional de São Paulo, graças à sua fama inigualável. Como não gostava de andar de avião, o trajeto entre as duas cidades era sempre feito em seu Buick, até a ocorrência do terrível e mortal acidente.

Confirmada a morte do cantor, o país quedou-se paralisado, os boatos tomando conta de todos os rincões, a maioria não acreditando na tragédia. A Rádio Nacional, assim que o corpo é liberado, providencia sua remoção para o Rio de Janeiro, ficando ele exposto à visitação pública na Câmara dos Vereadores. A fila que se forma à frente da Câmara do Distrito Federal dobra quarteirões, iniciando-se uma romaria que unia o mais anônimo fã do cantor à maioria dos cantores brasileiros mais conhecidos e famosos, além de astros do cinema, teatro e da televisão.

Às 11 horas de segunda-feira, o corpo do cantor parte rumo ao cemitério São João Batista, acompanhado por uma multidão calculada entre 200 a 500 mil pessoas. A urna mortuária, seguida a pé pelo grosso da população, é conduzida em carro especial pelos soldados da polícia especial, enquanto a multidão, espalhada pelos passeios e pelas ruas adjacentes, dava seu último adeus ao ídolo, e o comércio abaixava suas portas em sinal de dor e de respeito. Segundo se comentava, fora o maior enterro já acontecido no Rio de Janeiro, comparável somente ao do Barão do Rio Branco, de João do Rio e de Rui Barbosa. Assim terminava a longa carreira do maior cantor popular do Brasil.
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Quando morreu, aos 54 anos de idade, Francisco Alves, ao contrário de Orlando Silva, por exemplo, ainda mantinha sua popularidade intacta, a despeito do surgimento de vários novos cantores no cenário musical brasileiro. No concurso Os Melhores do Rádio, de 1952, realizado pouco antes do acidente, ele ficou em 2.º lugar com 37.221 votos, suplantado apenas por Francisco Carlos, um novo ídolo das mocinhas brasileiras e a coqueluche do momento, apelidado de “El Broto”, e que conseguiu 42.217 votos, ambos suplantando Carlos Galhardo (25.664 votos) e Nelson Gonçalves (19.949 votos).
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Nesse ano de 1952, Francisco Alves já é um cantor veterano e consagrado. Nascido no Rio de Janeiro, em 19 de agosto 1898, Francisco de Morais Alves, após trabalhar como engraxate e operário, inicia sua carreira artística em 1918, como cantor, na companhia de espetáculos João de Deus-Martins Chaves, apresentando-se em circos e no Pavilhão do Meyer. Chiquinha Gonzaga, a famosa maestrina, então com 73 anos, dá-lhe sua primeira real oportunidade. Por seu intermédio, Chico grava, em 1920, seu primeiro 78 rpm na gravadora Disco Popular fundada por ela e por seu jovem marido, João Machado Gonzaga. As músicas escolhidas para sua estréia são Pé de Anjo e Fala Meu Louro, ambas de Sinhô. Outros discos teriam sido gravados, mas, segundo consta, perderam-se os registros.
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Por essa época, trabalha como motorista de taxi, ao mesmo tempo em que se apresenta em circos e teatros musicados. Por essa época também, casa-se pela primeira vez com Perpétua Guerra Tutóia, abandonando-a logo em seguida para se juntar a Célia Zenatti, sua companheira por mais de 28 anos. Suas oportunidades vão surgindo paulatinamente. Ainda em 1920, ingressa na companhia de João Segreto, atuando no Teatro São José ao lado de Otília Amorim e Vicente Celestino, ambos já com grande prestígio.
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Ainda atuando na noite, grava, em 1924, seu primeiro disco para uma grande gravadora, a Odeon, estreando com as músicas Chamas do Carnaval (marcha) e Miúdo (samba). Esta gravação é tão rara e desconhecida que muitas fontes não a citam; segundo alguns relatos biográficos, após já ter feito um certo nome nos teatros populares da Praça Tiradentes, é levado à mesma Odeon pelo compositor Freire Júnior, onde grava a primeira versão de Gosto Que Me Enrosco, então chamada de Cassino Maxixe, e Ora, Vejam , ambas as músicas, mais uma vez, de Sinhô. Gravaria ainda pela mesma matriz mais 10 discos que não fazem sucesso, mas que o torna um nome razoavelmente conhecido no Rio de Janeiro. Em 1927, seu nome entra para sempre na história do disco no Brasil; quando a Odeon implanta no país seu sistema elétrico de gravações, Chico Alves é escolhido para inaugurá-lo, interpretando Albertina, do compositor Duque, constituindo-se na primeira gravação por esse sistema no Brasil.


Francisco Petrônio interpretando Gosto que me Enrosco (Sinhô).



Por volta do final dos anos 20, evitando que sua carreira ficasse no limbo, e em busca de novidades para seu repertório, Chico procura aproximar-se, não desinteressadamente, é claro, de sambistas do bairro do Estácio, fazendo com que alguns dos maiores autores de todos os tempos – Ismael Silva, Bide e Cartola – se tornassem amigos de vários cantores de prestígio. E foi exatamente de Bide que ele compra o samba A Malandragem, de 1927, gravando-o para o carnaval de 1928 e que se constitui em seu primeiro sucesso em discos. Sua fama de comprador de músicas vem a partir daí.


Sua estréia no rádio também se dá em 1927, quando começa a se apresentar na Rádio Sociedade, ao mesmo tempo em que começa a gravar na etiqueta Parlophon, que pertencia à Odeon, época também em que adota o nome artístico de Chico Viola.


Porém, seu primeiro grande sucesso foi em 1929; nesse ano grava na Odeon a música A Voz do Violão, sua e de Horácio Campos, de tamanho êxito popular que acabou se tornando seu primeiro prefixo musical. Com o gosto do sucesso ainda na boca, Chico Alves compra mais dois sambas de Ismael Silva, Me Faz Carinhos e Amor de Malandro, êxito do carnaval de 1930, que faz com que o cantor proponha um acordo com Ismael e seu parceiro, Nilton Bastos: ele gravaria com exclusividade as criações da dupla, desde que seu nome constasse também como compositor das músicas gravadas. E não demora, o trio de compositores começa a fazer um tremendo sucesso, destacando-se o hoje clássico samba Se Você Jurar (que, segundo alguns historiadores, não teria nenhuma participação do cantor, a música sendo somente de Ismael, a maior parte, na realidade, e de Nilton Bastos), imenso sucesso no carnaval de 1931:

“Se você jurar que me tem amor
Eu posso me regenerar
Mas se é para fingir, mulher
A orgia assim não vou deixar.
Muito tenho sofrido
Por minha lealdade
Agora estou sabido
Não vou atrás de amizade.

A minha vida é boa
Não tenho em que pensar
Por uma coisa à toa
Não vou me regenerar.

A mulher é um jogo
Difícil de acertar
E o homem como um bobo
Não se cansa de jogar.

O que eu posso fazer
É se você jurar
Arriscar a perder
Ou desta vez então ganhar.”

Thalma de Freitas e Orquestra Imperial interpretando Se Você Jurar.



Caetano Veloso interpretando A Voz do Violão.



Pout-Pourri das músicas Beija-me (Roberto Martins/Mário Rossi),Brasileirinho (Waldir Azevedo) e Se Você Jurar (Nilton Bastos/Ismael Silva).



No ano de 1930, a gravadora Odeon resolve criar uma dupla, reunindo dois dos seus maiores nomes, Francisco Alves e Mário Reis. O sucesso vem logo na primeira gravação, Deixa Essa Mulher Chorar, do compositor Brancura, e Quá, Quá, Quá, de Lauro dos Santos, a primeira um dos grandes sucessos do carnaval de 1931. O sucesso da dupla foi tanto, que chegaram a gravar 12 discos, dentre as quais a nossa conhecida Se Você Jurar (1930, para o carnaval de 1931) e Fita Amarela, samba de Noel Rosa gravado em 1933. Aliás, em 1932, com Noel Rosa e Ismael Silva, compõe várias canções (compradas, segundo as más línguas), gravando várias delas (Adeus, Uma Jura Que Fiz, Assim, sim).


Aracy de Almeida interpretando Fita Amarela (Noel Rosa).



Também de 1930 são o retumbante sucesso carnavalesco Dá Nela (“Essa mulher há muito tempo me provoca/ Dá nela, dá nela...”) e o Hymno a João Pessoa, gravada no rastro do assassinato do político paraibano. Consta que esta última música, de Eduardo Souto e Osvaldo Santiago, chegou a provocar cenas de histeria de fé coletiva nos nordestinos, fazendo com que muitos se ajoelhassem perante o rádio, quando de sua divulgação.
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Desse momento em diante, o sucesso está a seus pés; sucessivamente são lançados Formosa (Nássara/Jota Ruy), Há Uma Forte Corrente Contra Você (Francisco Alves/Orestes Barbosa), Foi Ela (Ary Barroso), Grau Dez (Francisco Alves/Lamartine Babo), Maria Rosa (Nássara), A Mulher Que Ficou Na Taça (Orestes Barbosa) e Boa Noite, amor (José Maria de Abreu/Francisco Matoso.


Francisco Alves interpretando Foi Ela (Ary Barroso).



Marlene e Pery Ribeiro interpretam marchinhas, dentre elas Dá Nela e Grau Dez.



Elza Soares interpretando Formosa.




Elis Regina interpretando Boa Noite, Amor.




A respeito dessa última música, uma valsa, corre a versão segundo a qual ela, apesar de brasileiríssima, foi adotava como prefixo pelo famoso Pedro Vargas, registrada por ele em 1938. Apesar disso, Chico Alves também adota a mesma música como prefixo (que o acompanharia até a morte), sem se importar com seu concorrente mexicano.
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Enquanto isso, o cantor também inicia uma carreira cinematográfica ocasional, participando de alguns filmes do final da década de 30 e início da de 40, dentre eles, Alô, Alô, Brasil (Wallace Downey/Braguinha/Alberto Ribeiro), de 1935: Alô, Alô, Carnaval (Adhemar Gonzaga), de 1936 e Laranja da China (J. Rui), de 1939.


Francisco Alves interpretando Manhãs de Sol (Hervê Cordovil), do filme Alô, Alô, Carnaval.



Com a ditadura do Estado Novo, o nacionalismo está em alta. Exaltar o Brasil, repentinamente se torna moda, vários compositores entrando na onda. Francisco Alves é o cantor brasileiro responsável pela primeira gravação do gênero que ficaria na história com o nome de “samba-exaltação”, lançando, em 1939, Aquarela do Brasil, de Ary Barroso, com arranjo histórico de Radamés Gnatalli, que mais tarde seria escolhida a melhor música brasileira de todos os tempos:

Brasil! Meu Brasil brasileiro
Meu mulato inzoneiro
Vou cantar-te nos meus versos
Oh! Brasil, samba que dá
Bamboleio, que faz gingar
Oh! Brasil, do meu amor
Terra de Nosso Senhor
Brasil! Brasil! Pra mim, pra mim.

Oh! abre a cortina do passado
Tira a mãe preta do cerrado
Bota o rei congo no congado
Brasil! Brasil!
Deixa cantar de novo o trovador
A merencória luz da lua
Toda canção do meu amor
Quero ver essa dona caminhando
Pelos salões arrastando
O seu vestido rendado
Brasil! Brasil! Pra mim, pra mim.

Brasil! Terra boa e gostosa
Da morena sestrosa
De olhar indiferente
O Brasil, samba que dá
Bamboleio, que faz gingar
Oh! Brasil, do meu amor
Terra de Nosso Senhor
Brasil! Brasil! Pra mim, pra mim.

Ah! Esse coqueiro que dá coco
Onde amarro a minha rede
Nas noites claras de luar
Brasil, pra mim
Ah! ouve essas fontes murmurantes
Aonde eu mato a minha sede
E aonde a lua vem brincar.
Ah! esse Brasil lindo e trigueiro
É o meu Brasil brasileiro
Terra de samba e pandeiro
Brasil, pra mim, pra mim,
Brasil Brasil, pra mim, pra mim,
Brasil Brasil, pra mim, pra mim.”

Gal Costa interpretando Aquarela do Brasil.



Elis Regina interpretando Aquarela do Brasil.



Zé Carioca - Aquarela do Brasil.



Roberto Carlos e Martinho da Vila interpretando Aquarela do Brasil.



Dri Vallejo interpretando Aquarela do Brasil.



Também em 1939 lança a música Brasil, em dueto com Dalva de Oliveira, onde a cantora se esmera em seus trinados; e, em 1941, a famosa e polêmica Canta, Brasil!, de Alcyr Pires Vermelho e David Nasser. Ary Barroso, aliás, nunca perdoaria Alcyr por Canta, Brasil!. Apesar de manter suas relações de amizade com David Nasser e com Chico Alves, rompe espetacularmente com seu novo desafeto, acusando-o de ter plagiado vergonhosamente Aquarela do Brasil.


Gal Costa interpretando Canta, Brasil (David Nasser/Alcyr Pires Vermelho).



Coral Vozes do Brasil interpretando Canta, Brasil.



Francisco Alves entra na década de 40 estabelecido como o maioral da música popular brasileira, apesar de seu protegido, Orlando Silva, a quem ele ajudou em seu início de carreira, quando dirigia um programa na Rádio Cajuti, ter se tornado seu grande rival e com quem ele disputava o posto de melhor cantor brasileiro. Como as músicas carnavalescas estivessem passando por uma fase de grande aceitação popular, Chico Alves lançaria, ao longo dos anos, vários grandes sucessos populares: Dama das Camélias (Braguinha e Alberto Ribeiro), em 1940; Despedida de Mangueira (Benedito Lacerda e Aldo Cabral), também de 1940; Valsa da Despedida (R. Burns, com versão de João de Barro e Alberto Ribeiro),Que Rei Sou Eu (Herivelto Martins e Valdemar Ressurreição), de 1945, e uma infinidade de outros sambas e marchas para o tríduo momesco. Em paralelo, participa também de mais um filme de sucesso, Berlim na Batucada (1944), de Luiz de Barros, roteirizado por seu grande amigo Herivelto Martins, e musicado por outro companheiro inseparável, Benedito Lacerda, comédia musical que ainda explora, assim como seu irmão gêmeo, Samba em Berlim (1943), a segunda guerra mundial e a política de boa vizinhança implementada pelo governo Roosevelt, que resultou no “improvável” sucesso de Carmem Miranda nos Estados Unidos.


Francisco Alves interpretando Valsa da Despedida.



Finda a guerra em 1945, a febre das versões de músicas norte-americanas e dos tangos argentinos toma conta do Brasil; nesse período, Francisco Alves entra na onda e grava uma série delas. Entretanto, foi no samba e no samba-canção que ele, em plena maturidade, alcança sucessos espetaculares de vendagem de discos. Em 1947, lança Adeus, Cinco Letras Que Choram, de Silvino Neto, um samba-canção de êxito extraordinário:


“Adeus, adeus, adeus
Cinco letras que choram
Num soluço de dor
Adeus, adeus, adeus
É como o fim de uma estrada
Cortando a encruzilhada
Ponto final de um romance de amor.

Quem parte tem os olhos rasos d'água
Sentindo a grande mágoa
Por se despedir de alguém
Quem fica, também fica chorando
Com um lenço acenando
Querendo partir também
Adeus, adeus, adeus
Adeus, adeus, adeus.”

Paulo Capuano interpreta Adeus (cinco letras que choram).



Quase que imediatamente, outro samba-canção de respeito é lançado, também com enorme aceitação popular: Caminhemos, de Herivelto Martins. E o sucesso não paravam, vinham em cascatas. Em 1948, mais dois enormes êxitos populares do compositor gaúcho Lupicínio Rodrigues, deixa o velho Chico em estado de graça: Nervos de Aço e Esses Moços estouram e se tornam clássicos eternos da música popular brasileira.


Tânia Alves e Trio Irakitan interpretando Caminhemos.



Paulinho da Viola interpretando Nervos de Aço.



Francisco Alves interpretando Nervos de Aço.



Lupicínio Rodrigues interpretando Nervos de Aço.



Sônia Santos interpretando Esses Moços.



Joanna interpretando Esses Moços.



Chico Viola entra na década de 50 a pleno vapor: A Lapa, de Benedito Lacerda e Herivelto Martins, arrebenta no carnaval de 1950. Confete (Jota Júnior e David Nasser) é uma das músicas mais tocadas no carnaval de 1952. Deus lhe Pague, samba de Polera, André Penazzi e Davi Nasser, Outra esperança de sucesso do cantor se concretizouu com o relançamento de Serra da Boa Esperança, uma música cujo sucesso provou eterno.


Gal Costa interpretando Serra da Boa Esperança.



Cida Moreira e Célia interpretando Serra da Boa Esperança.



Francico Alves interpretando Deus lhe Pague.


Mas a morte já o espreitava. E assim que a poeira assenta, Emilinha Borba, Ciro Monteiro e Orlando Silva, em via-sacra pelo centro do Rio de Janeiro, arrecadam dinheiro para a construção de uma estátua de bronze a ser afixada no túmulo do cantor. Lá, David Nasser, o compositor preferido do Rei da Voz, deixaria escrito para a posteridade:


“Tu, só tu, madeira fria
Sentirás toda agonia
Do silêncio do Cantor.”

1 comentários:

Anonymous Anônimo said...

A pecha de "comprador de sambas", perpetrada ao cantor Francisco Alves não cabe. Naquela época isto era fato comum e muitos assim procediam. Inúmeros autores de livros sobre a história da MPB registram este fato. O cantor, pode ser considerado, logo após o seu ídolo, Vicente Celestino, o primeiro profissional de carreira da MPB, levando a sério o seu papel e, por isso mesmo, tendo grandes e sucessivos êxitos nela.
Mas, como um ser humano normal, não era perfeito e disso se valem, até hoje, um punhado de detratores que, por inveja ou despeito, fazem-lhe a (má) apologia de "comprador de sambas"... Haja!...

30/5/09  

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